Do Sair da Zona de Conforto

22 abril 2016

Não gosto de usar palavras de ânimo leve mas, se tiver que descrever o meu fim-de-semana numa palavra a escolhida é épico.

Posso-vos dizer que acabei a minha Sexta-feira à noite na Praxis, a discoteca cá de Évora após muita persuasão por parte do meu respectivo. Chegados a casa quase às seis da manhã, adormecemos e acordamos cinco horas depois. Foi nessa altura que ele me disse que um amigo dele ia dar um concerto no Intendente em Lisboa nessa noite. Era uma da tarde quando vimos isso e estávamos no autocarro com rumo a Lisboa às duas.

Tudo o que levamos connosco foi a roupa que tínhamos no corpo e uma mochila pequena – a minha – com o essencial: carteiras, carregadores, barrinhas de cereais (porque nunca se sabe) e pouco mais. Não tínhamos absolutamente nada planeado a não ser o concerto dessa noite.

Acabamos por passar a tarde com a Cat a tratar de uma coisa muito especial para o casamento dela daqui a menos de quinze dias (!). Foi muito bom. Senti que consegui contribuir de forma positiva num dos momentos mais importantes da vida de uma amiga do peito.

Acabamos depois por nos encontrarmos com um dos amigos do Mário (e respectiva namorada que também se chama Ana) e lá fomos nós de metro até à Casa Independente no Intendente que, pelo que consegui perceber, é um sítio relativamente in na zona. É importante referir que, até àquela altura, ainda não tínhamos arranjado sítio onde passar a noite.
Fomos ver um concerto dos Sease (aqui), uma banda de música alternativa/electrónica mas ligeira – parece complicado mas eles são bons! Depois do concerto (foi uma coisa curta) fomos comer qualquer coisa os quatro num sítio bastante agradável no Intendente antes de irmos apanhar o metro para a Praça de Espanha (onde entretanto encontramos um sítio para pernoitar que por si só foi toda uma outra aventura).



Acordamos sem pressa no dia seguinte e sem planos traçados. Só sabíamos que tínhamos um dia inteirinho em Lisboa para aproveitar e pouca vontade de voltar imediatamente para Évora.

Acabamos novamente no Colombo (que nos dois dias acabou por ser o Norte da nossa bússola) para uma espécie de brunch improvisado – que de brunch não teve nada, mas foi mesmo para soar chique na nossa cabeça.

Aproveitamos o facto de estar um dia espectacular por Lisboa para fazermos duas coisas que sempre quis: ir a Belém e subir ao topo do Arco da Rua Augusta.
Subir foi a parte fácil e posso dizer que a vista do topo do Arco é incrível e deixa-nos de boca aberta, já Belém… fomos de metro até ao Cais do Sodré com o objectivo de irmos a pé até Belém. Alinhei na coisa até porque andar a pé é o meu meio de transporte desde sempre por isso percorrer a distância do Cais a Belém não me fazia confusão nenhuma. Não fosse o facto de termos andado quase duas horas…para o lado oposto. E, distraídos, só demos por ela quando vimos a estação de comboio de Santa Apolónia.

Vá apanhar o metro, vá sair novamente no Cais do Sodré e vá de ter a sorte de apanhar o comboio cheio de gente até às costuras até Belém. Pastéis de nata Belém nem vê-los que a fila dava uma volta ao quarteirão mas vi o Mosteiro dos Jerónimos (ficou a promessa de lá voltarmos), o Padrão dos Descobrimentos onde isto aconteceu e a Torre de Belém.
Por esta hora já estávamos prontos a sentarmos-nos num banco e desistir da vida de cansaço mas fomos até ao Chiado onde acabamos no Starbucks (muito mais tranquilo que o do Rossio).
Depois disso fomos à FNAC (não fosse eu quem sou) e sai de lá com uma wishlist daqui até ao Porto.

Antes de irmos embora ainda passamos na Tiger no Chiado. Se eu vos disser que o Mário nunca tinha entrado numa Tiger não estou a mentir e, à conta disso, criamos o desafio de gastarmos dez euros na loja escolhendo apenas produtos de um euro. Se foi difícil? Até foi. Mas foi muito mais divertido!

Chegamos a Sete Rios a quatro minutos do autocarro chegar. Passamos ainda antes pelo Colombo novamente para comprar qualquer coisa para comer no caminho.

No caminho para Évora tirei um tempo para reflectir no fim-de-semana e cheguei à conclusão que não há mais ninguém no Mundo que me fizesse sair da minha zona de conforto desta forma e de me fizesse sentir segura enquanto. Que também não há mais ninguém com quem eu quisesse viver estes momentos espontâneos, sem planos mas que nos dão memórias do caraças. 

Dizem que é amor, e eu concordo.

15 comentários

  1. Que BOM, rapariga. Tão bom isso :) é amor, pois!

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  2. É amor? Claro que sim! Eu confirmo! :) se foste essencial para criar o nosso momento especial do casório? Confirmo duplamente! Se foi do caraças receber uma mensagem tua do nada a dizer que estavas naquele momento a vir para Lisboa? Foi, foi mesmo! E viva o teu querido por me ter dado a oportunidade de te ver 3 vezes em mês e meio <3

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  3. Brutal !! Amei o texto! :)

    xleclairdelune.blogspot.pt

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  4. Uau, grandes memórias e grandes aventuras.:p

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

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  5. E isso é o melhor do mundo!! É o que mais gostamos de fazer, ainda que também adoremos fazer planos, temos que admitir... Principalmente eu (ela).

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  6. E direi também que é Amor! Embarcar em aventuras espontâneas como essa e sentires-te sempre segura e protegida, e ainda te divertires, é algo mesmo brutal! Btw, adorei ler o texto xD

    Eu adoro quando passo por momentos assim. São os que ficam na memória ;)

    Love, Marie Roget | Marie Roget Shop

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  7. ohhh que post maravilhoso :)
    também tenho imensa vontade de viver estas aventuras com a pessoa que mais gosto porque quando estamos com a pessoa certa até as mais "insignificantes" viagens e os programas improvisados se tornam em aventuras fantásticas
    beijinhos :)

    http://umacolherdearroz.blogspot.pt/

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  8. Oh Ana, fico tão contente por ti! Vocês são amorosos. E que belo fim de semana :)
    P.s: Por falar na Praxis, esqueci-me de te contar que no primeiro semestre conheci a tua irmã de praxe lá ahah

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  9. Adoro publicações destas! Nota-se a léguas que estás de coração cheio e eu fico mesmo feliz por ti!
    Beijinho*

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  10. Opa que maravilha que foi ler isto :) E que aventura! Que espontaneidade! Percebo o que dizes, há pouquíssimas pessoas com as quais podemos sair do nosso ambiente normal e ainda assim nos sentirmos completamente seguros. E isto tem um valor inexplicável. Nota-se que escreveste com a alma a transbordar de felicidade :)

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  11. Sabem tão bem os dias assim... Aproveitem enquanto podem :D

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  12. "O amor é assim..."

    Beijinhos ♥
    Mónica Rodrigues dos Santos
    http://cupcakewomen.blogspot.pt/

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  13. Adorei o que escreveste e sinto-me feliz por me sentir assim...amar e ser amada <3

    Beijinho <3
    callmemisslilsusie.blogspot.pt

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