BEHIND THE MUSIC | ÁTOA

09 janeiro 2016

São quatro: o Guilherme, o João, o Rodrigo e o Mário. São de Évora (a agora minha cidade do coração) e são bons no que fazem. Juntos formam os ÁTOA - que já falei n vezes neste blog AQUI, AQUI e AQUI - e aceitaram sentar-se à conversa com esta Ana que vos escreve.

Sentem-se, metam-se confortáveis que eu acho que vão gostar muito desta entrevista!
(Atentem que algumas respostas serão dadas em nome individual e outras em nome da banda).

Comecemos por uma fácil: quem são os ÁTOA em trinta palavras ou menos? 
Rodrigo: É lá! Isto assim tem piada. 
Guilherme: Quatro amigos.
João: Quatro amigos, uma família.
Guilherme: Quatro amigos, uma família de inquietos. 

Como foi quando ouviram uma música vossa pela primeira vez na rádio?
Mário: Estávamos a ir para um concerto na nossa carrinha confortável e a música passou e de repente todo um festival se armou e parecia o Rock in Carrinha (risos). Não sei, acho que nós cantamos a música como se fosse de outras pessoas e nós adorássemos a música. 
Guilherme: Cantamos a música como se não houvesse amanhã. 
João: Tínhamos acabado de gravar o disco no Porto e estávamos a ir para o MEO Sudoeste e na carrinha tínhamos o rádio ligado na Comercial e disseram assim “e agora uma música de quatro rapazes que devem estar bastante nervosos porque vão-se estrear hoje a abrir o palco Jogos Santa Casa aqui [no MEO Sudoeste] de onde nós estamos em direto. Com vocês: ÁTOA” e nós fizemos um grande festival, uma festa gigantesca ao ouvir a nossa música. Resumindo: é sempre agradável.

Acabaram de lançar um álbum – “A Idade dos Inquietos” – como está a ser a aceitação?
Em termos de vendas ainda não sabemos mas também hoje em dia não se faz vida a vender discos mas tivemos uma aceitação enorme nas FNACs na apresentação do álbum e para nós foi brutal. Foram todas fixes, mesmo a sessão de autógrafos pois nós fazíamos a apresentação em showcase e depois tínhamos sessão [de autógrafos] e tivemos um feedback bastante positivo até porque antes do álbum ser lançado nas lojas esteve em exclusivo no MEO Music com uma faixa extra – Física do Sul –, e as pessoas já cantavam connosco outras músicas para além do “Falar a Dois” e da “Distância” passado tão pouco tempo do álbum ter sido lançado.

É meio ingrato perguntar isto: mas qual é a vossa faixa favorita do vosso álbum de estreia? Guilherme: Antes de referirmos a faixa de que gostamos mais, acho que o álbum em si retrata um bocadinho de cada um não só pelos temas que são falados como pelas composições mas também como é feita toda a música em termos da banda. Como temos backgrounds diferentes cada um de nós pega num bocadinho do seu estilo de música favorito e inclui-o na música. Falando de mim tenho duas músicas favoritas que são “A Idade dos Inquietos” por ser uma cena nostálgica e o “Pouco de Sol” por ser a balada que é.
Rodrigo: A minha música favorita e com a que me identifico mais é “Distância”. 
Mário: A minha é o “Sinto” porque fui das primeiras pessoas a ter acesso à música ainda nem se pensava no projecto ÁTOA e desde da primeira vez que o João me mostrou que a adoro. As outras todas não são menos favoritas mas se calhar “Sinto” um carinho especial pela música. 
João: A minha é a “Miúda do Terceiro Andar” pela harmonia, não tanto pela letra mas pelo trabalho a nível musical que ela envolveu.


Vocês passaram de banda desconhecida para estarem nos tops das rádios, numa banda sonora de novela e nos ouvidos de toda a gente: como é lidar com isto tudo tão de repente?
Tem sido relativamente fácil e engraçado. Reparamos que já muita gente reconhece as nossas músicas e é um orgulho saber que as pessoas sabem e ouvem com agrado aquilo que com tanto empenho fizemos. Se calhar, o mais engraçado é ver pessoas cantarem as nossas músicas e não associarem às nossas caras.

Passaram grande parte da vossa vida em Évora e agora passam o tempo quase todo na estrada, de concerto em concerto e de palco em palco. Como é que este caminho influenciou o vosso crescimento como artistas e como pessoas?
Nós já brincamos e dizemos que temos uma casa na A1 de 6 lugares! Inicialmente foi um misto de sentimentos. Temos ido sempre à descoberta de tudo: sítios novos, palcos novos, pessoas novas. É um desafio a cada momento. Mas é o que nós adoramos e sabemos fazer. Obviamente que como miúdos que somos todas as experiências que temos tido oportunidade de ter nos têm feito crescer e muito. O Rodrigo até já tem barba! Tem sido um crescimento contínuo.

Quais são as vossas inspirações musicais?
Todos temos inspirações diferentes. O Guilherme sempre gostou de música acústica, rock e muito hip-hop também. O Mário é o metaleiro do grupo e sempre teve muito ligado a esse estilo e ao rock.
Já o João que agora é rapper vem do fado.
O Rodrigo do jazz e blues também por ter estudado percussão.
A nível de referências temos nomes em comum como Os Azeitonas, Miguel Araújo, Boss AC, Ornatos Violeta, Tiago Bettencourt, entre muitos outros.

Aposto que nos concertos, sessões de autógrafos e showcases acontecem situações muito peculiares e caricatas. Qual foi a coisa mais marcante que vos aconteceu nessas situações com uma fã?
Sim já tivemos algumas situações caricatas! Esta que vamos partilhar aconteceu em Vila Real. Fomos tocar à recepção [ao estudante] de lá. 
No final ficamos junto ao placard promocional do evento para as fotos com as pessoas que queriam tirar uma foto connosco ou para um autógrafo e nisto uma rapariga chega olha para nós e fica muito nervosa, quase afónica e aflita. 
O Gui(lherme) numa tentativa de acalmar vai e dá um abraço à moça. Obviamente que a rapariga não ficou melhor! E nós fizemos o mais correto: demos todos um abraço e a rapariga desmaiou! Não desmaiou, mas continuou nervosa. Depois da foto ela lá se acalmou e foi embora.

Quais são os dez mandamentos dos ÁTOA?
1. Não chegarás ao ensaio a horas; 
2. Rir-te-ás sempre cada vez que algum se enganar; 
3. Farás múltiplos covers que não lembram a ninguém; 
4. Farás paródias com as tuas próprias músicas; 
5. Trocarás de instrumento antes do ensaio a sério; 
6. Cantaras até ficares sem voz na carrinha sempre com o volume no máximo; 
7. Farás partidas sempre e em qualquer ocasião; 
8. Gritaras o grito de guerra com toda a força; 
9. Divertir-te-ás ao máximo em todos os concertos; 
10. Viverás sempre ÁTOA. 


Jogo de tabuleiro favorito?
Monopólio.

A vossa palavra predilecta em português?
Banana.

Se a vossa vida fosse uma canção qual seria o título?
Quero Viver ÁTOA.

App(s) favorita(s)?
Instagram e Snapchat.

Primeira memória musical.
Agarrar em instrumentos (de brincar ou não) e dar concertos em criança.

Um guilty pleasure.
D'ZRT.

Uma coisa que pouca gente saiba sobre vocês.
Nós temos lugares marcados na carrinha e nos alojamentos.

Onde viram o melhor pôr-do-sol?
Na Praia Fluvial, em Foz Côa.

Que canção poderia descrever o vosso dia hoje?
“Sorry” do Justin Bieber porque não nos sai da cabeça.

----

Podem acompanhar as novidades dos ÁTOA no FACEBOOK e/ou no TWITTER.
 

 

6 comentários

  1. adorei a entrevista! Pareceram ser pessoas espectaculares e super divertidas ehehe
    beijinhos

    http://umacolherdearroz.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  2. Gostei imenso do post e o teu blog é mesmo bonito!

    http://fifoquices.blogspot.pt

    ResponderEliminar
  3. Para variar as tuas entrevistas são as melhores! Cheias de perguntas giras e zero clichés que fazem efectivamente conhecer melhor as pessoas que estão por detrás das bandas (ou artistas). Muito bom Ana! Fico ansiosa para ler as próximas <3

    ResponderEliminar

Design, coding and theme by Ana Garcês.
Copyright © 2011-2017