OFF TOPIC | The Best of 2015

Sou-vos sincera quando digo que não dava nada pelo ano de dois mil e quinze, mas nada mesmo. Comecei Janeiro desanimada - e não há nada mais triste que uma miúda de vinte e um anos desencantada com a vida - e um bocadinho perdida de mim porque sabia que tinha de fazer algo com a minha vida mas não sabia o quê porque isto de esperar para entrar para a faculdade era muito giro mas estava a tornar-se velho.

O momento de viragem deu-se já não quando, nem onde e muito menos porquê. Gostava de o saber para conseguir partilhar uma daquelas lições de vida (e de inspiração) do caraças mas não dá. Dai até ao fim do ano foi um instante e aconteceu tanta mas tanta coisa que nem acredito que se passaram só trezentos e sessenta e cinco dias. Recusei-me a estabelecer metas irrealistas para mim e para o meu ano - que só me iam frustrar - e decidi viver de acordo com o sabor do vento e a vontade do mar.

Em dois mil e quinze aprendi a relativizar. A ver o copo sempre meio-cheio. A fazer arroz (mais ou menos, mas já é uma evolução). Foi o ano em que decidi pegar na minha vida pelos colarinhos e a fazer por ela: nasceu o meu negócio a sério (obrigada a quem me escolheu para tornar as vossas vidas - e blogs - um bocadinho mais coloridas), organizei o Bloggers Camp em tempo recorde com as Cats da minha vida e, foi neste evento também, que o início da mudança radical no meu Mundo se deu (e eu só me apercebi disso muito recentemente). Em dois mil e quinze ri que me desalmei, abracei, beijei e fui irremediavelmente feliz. Conto pelos dedos das mãos as vezes que chorei e consigo dizer exactamente porque foi: pode ser um bocadinho masoquista dizer isto, mas foram lágrimas que me souberam bem.

Foi o ano em que entrei na Universidade, depois de muita luta e soube-me pela vida. Conheci gente absolutamente espectacular desde dai e testei a capacidade do meu cérebro em decorar nomes (custou, mas lá foi). Sobrevivi à Praxe - e desculpem lá por ter sido uma pessoa um bocadinho ruim de se praxar, não foi mesmo por mal - e consegui finalmente imaginar uma vida minha. Foi um bocadinho assustador ao início ver-me sem uma rede de segurança nas primeiras semanas longe de casa e também foram algumas as vezes em que me senti completamente desamparada. No entanto às vezes é preciso ganharmos asas à medida que caímos para aprendermos a voar.

Comi mais pizza nestes doze meses do que aquela que me lembro e mais comida chinesa e japonesa do que aquela que quero admitir. Descobri uma nova pastelaria - que é agora a minha favorita - e provei pratos que nunca me tinha lembrado. Dois mil e quinze mostrou-me que Enfermagem é mesmo o curso certo para mim e que o meu instinto estava certo. O ano em que cortei o cabelo (ainda) mais curto do que da outra vez. O ano em que eu firmei quem sou e que me apercebi que ser um raiozinho de Sol pode incomodar muita gente. Em que visitei sítios bonitos e firmei a minha wanderlust list para os próximos tempos.

Continuei a dançar na cozinha - com companhia ou sozinha -, a cantar em plenos pulmões, a gostar de andar descalça e de levar com o vento no cabelo. A querer fotografar tudo e mais um bocadinho porque é a maneira que eu tenho de mostrar como é o Mundo para mim. Foi o ano dos postais, dos carinhos, das mãos dadas e dos olhos nos olhos. Foi o ano das bibliotecas, das situações surreais (de tão boas que foram) e dos contos de fadas em forma de vida real.

Foi o ano em que fiquei defraudada de uma das minhas pessoas que foi para terras de Sua Majestade fazer a sua vida. Sei que foi pelo melhor mas o meu lado egoísta ressente-se por não a ter à distância de um telefonema e de uma caminhada em linha (quase) recta de dez minutos.

Termino dois mil e quinze com o coração cheio de amor. Com amor. Um ano que não dava nada por ele e que acabou por me surpreender. Dois mil e quinze foi mesmo o meu ano. Passou tão rápido e soube-me a pouco. Mas sei que vou conseguir prolongar este sentimento (tão) bom e alegre até quando eu quiser sobretudo se me apetecer subir até às montanhas e gritar em plenos pulmões que elas estão vivas (sois uns lindos se entenderam a referência) O ano sou eu que o faço, não é ao contrário. E estou - e sou - ridiculamente feliz. Foi uma viagem do caraças.

Dois mil e dezasseis és o próximo!

ANOS ANTERIORES

14 comentários:

  1. É sempre tão bom ler as tuas reflexões no final do ano. ^^
    2015 foi mesmo o teu ano e todos estivemos aqui deste lado a apoiar-te.
    Que 2016 venha com mais garra e surpresas boas. Um bom ano!

    http://nuagesdansmoncafe.blogs.sapo.pt

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  2. Parabéns pelas conquistas deste ano :) Conta-se pelos dedos das mãos as vezes que comento os teus posts maa digamos que estou sempre cá 'batida' quando existe um novo. Espero que 2016 seja um ano ainda melhor :)
    p.s.-> parece que faço parte do grupo dos lindos ahahah

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  3. Esta foi das melhores - se é que não foi mesmo a melhor! - retrospectivas que vi este ano. Também tento destacar os momentos bons em vez de me focar nos menos simpáticos e adoro ver que és capaz de fazer isso com alguma naturalidade depois duma fase difícil :)
    2015 foi óptimo para ti e 2016 será ainda melhor porque é como dizes: só depende de ti! E sei que vais continuar a lutar pela tua felicidade :)

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  4. Só pelas fotografias ve-se que foi mesmo uma viagem do caraças. E os melhores anos são sempre aqueles pelos quais não dávamos nada por ele. Que 2016 seja ainda melhor! Beijinhos

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  5. Oh pá que bom, que bom que bom que bom ler isto! É destas lugadaa de ar fresco inesperadas e felizes que todos precisamos. E estou tão feliz por ti, minha Aninhas! (E confesso que fiquei mesmo contente por estar aí no meio de tanta foto tão gira. You've got my heart, gurl!)

    E fica sabendo que o Bloggers Camp, a vossa doidice, e as amizades que de lá saíram foram das melhores coisas que me aconteceram este ano <3

    Que tenhas um 2016 ainda melhor!

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  6. Este post tive de comentar, porque toca um bocadinho a mim :P Lembro-me de te ver pela primeira vez tímida e nervosa, quase sem respirar, uma autêntica menininha. Quando no fim das contas, deparo me com um blog destes e uma Ana que definitivamente não é aquilo que parecia, mas sim alguém mais velho que eu e com uns bons anos de vida plena e experiências (que quem dera a muitos da nossa idade ter). O tempo que passou sem entrares na mui nobre e ilustre ESESJD não foi em vão. Fica feliz, porque pudeste aproveitar um bocadinho a vida de forma diferente. Chego há conclusão que vou ter uma colega do caraças e até que me enche um bocadinho de orgulho poder dizer que fiz parte da tua vida, pelo menos durante 3 dias de praxe intensiva. Débora (a sr enfermeira pinipom)

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  7. Que ano bom Ana! Mereces tudo isto :D

    E fico feliz por ter feito parte dele, nem que tenha sido por um bocadinho apenas :)

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  8. Sem dúvida que este foi o teu ano rapariga! :D

    Feliz Ano Novo, Ana! Beijinhos!!! <3

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  9. Que 2016 seja um ano recheadinho de coisas boas, futura colega de profissão :)

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  10. Podia dizer que tenho a lágrima no canto do olho mas estaria a mentir, mas quem diria que umas quantas linhas são a causa da próxima inundação a Sul de Londres?

    Em várias alturas do Ano vimos-nos defraudadas uma da outra mas havia sempre "vá, tem que ser! Sinto falta da tua fronha!" e, sem "rain-check" ou com 1001 "rain-checks", estávamos lá no tasco da terrinha ou no Jardim nos nossos negócios.

    Foi sem dúvida o teu ano, e sem sombra de dúvida que foi um privilégio fazer parte daqueles que te apoiaram.

    Mas que 2016 seja o meu ano, ok? Não pode ser tudo para ti.

    Brincadeiras à parte, que 2016 seja tão cheio de conquistas como foi 2015 e obrigada por tudo.

    E que o próximo outfit seja em Londres ;).

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  11. Olha fiquei mesmo contente quando entraste na faculdade! Já te sigo aqui há algum tempo e sabia como querias isso, por isso fico ainda mais contente por saberes que estás a gostar :) Também não dava muito pelo meu 2015 mas correu bem até!

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  12. Tiveste um ano em cheio!

    Cátia »« Blog Meraki

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  13. Fico muito feliz pelas tuas conquistas e tenho a dizer que não só és uma pessoa do caraças como és gira comó caraças! É de fazer inveja mas da boa :)

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