MOVIES | The Theory of Everything

09 fevereiro 2015

Dois mil e quinze ainda agora começou - afinal ainda só estamos em Fevereiro - e já vos posso dizer, sem uma sombra de dúvida, que o The Theory of Everything é um dos meus filmes favoritos do ano.

A coisa mais surpreendente sobre este filme, que à primeira vista parece um filme sobre Stephen Hawking, é que, na verdade, é um filme sobre Jane, a sua primeira mulher. Jane - interpretada na perfeição por Felicity Jones - conhece um jovem e excêntrico estudante numa festa de Ano Novo na Universidade de Cambridge, apaixona-se perdidamente e dedica-lhe grande parte da sua vida enquanto ele descobre que sofre de MND (Motor Neurone Disease) e a partir dai promete que irá passar o resto do tempo que lhe resta de vida (os médicos disseram dois anos) junto a Stephen.

À superfície este filme pode ser considerado o típico conto de o amor conquista todas as adversidades, para alimentar o nosso interesse. No entanto - e apesar de o filme tocar nessa noção - este drama transcende as expectativas ao explorar a vida do Professor Hawking de forma autêntica e honesta. Este filme não retrata uma relação idealística cheia de flores e mimos mas é, de facto, uma caracterização de amor verdadeiro e companheirismo. Para mim, e apesar do Eddie ter feito a interpretação da sua vida, a estrela desde filme é a Felicity no papal de Jane.
Em The Theory of Everything a condição de Hawking é menos importante do que a maneira que ela afecta o seu casamento. A Felicity mostra as mudanças na química matrimonial - cuidado, dependência, ressentimento, frutração - em pequenos e delicados gestos que faz com que consigamos sentir o que ela sente e emocionarmos-nos de igual modo.


Em true British fashion, o The Theory of Everything é extremamente humorístico, inserindo comédia em situações que de outra forma seriam demasiado comoventes, para criar um filme que tem tanto de benevolente e benigno na sua natureza que se torna absolutamente genial.

Apesar do seu título, o The Theory of Everything, fala mais da mecânica quântica das relações humanas sobre pressão e menos sobre astrofísica. Isto não é uma breve história do tempo, mas sim uma breve história de amor. E é tão - ou mais - complexa e profunda como qualquer Física.

Classificação infinito mais um: 9/10
Classificação IMDB: 7,8/10
                       

11 comentários

  1. É um dos filmes que mais anseio ver, dos que estão nomeados :)

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  2. Uau gostaste mesmo do filme. E eu quero tanto vê-lo...
    Sorrisos,
    Alexandra :)

    The Sweetest Life

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  3. Adorei a review. Estive para o ver no fim-de-semana mas não calhou, agora está aqui à espera de ser devorado :)

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  4. Eu adorei este filme! São histórias de vida fantásticas

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  5. Já vi e gostei imenso. A tua review está excelente!
    Beijinho*

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  6. É um dos filmes que mais quero ver este ano (embora ele seja, teoricamente do ano passado). E quero mesmo ver se o consigo fazer antes da cerimónia dos Oscars. A tua review ainda me deixou com mais vontade de ver este filme.

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  7. Estou há algum tempo para ver este filme, suspeito que o vou adorar! :P

    Beijinhos
    Bruna, HAVE AN OPEN HEART

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  8. Hoje fui ver o Boyhood ao cinema, e quando vi o trailer deste filme fiquei muito com essa ideia de ser o "típico conto de o amor conquista todas as adversidades", que honestamente não me atrai nada. Mas com esta review, vou dar sem dúvida uma oportunidade ao filme!

    oh-my-lover.blogspot.pt

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  9. Já ando para o ver há algum tempo, Vamos lá ver que óscares ganha hoje :)

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