MOVIES | Flowers In The Attic

De há uns tempos para cá a FOX Life tem passado, religiosamente, filmes todas as tardes. Uns que me chamam à atenção, outros que nem por isso, mas todas as tardes é certo que mudo de canal e vejo o que está a dar.

Num destes dias deparei-me com o Flowers In The Attic - que para quem não sabe é um livro também! - e cuja história me interessou.

Sinopse:  "Flowers in the Attic" conta a história de quatro irmãos que, após a inesperada morte do pai, são convencidos pela mãe a viver no sótão da mansão dos avós até ela conseguir herdar a fortuna da família. Mas quando a mãe os deixa de visitar, as crianças sofrem horrores às mãos da temível avó.
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A história básica é: temos uma família nuclear, os Dollanganger, tão saudáveis que bem podiam ser os von Trapp. Mas há um pequeno problema: o pai e a mãe partilham uns quantos genes, se entendem o que quero dizer (e não posso dizer mais).

O pai morre e a mãe começa a stressar por causa das contas. “Olha para mim,” diz no filme à sua filha mais velha. “Sou um ornamento. A única coisa em que sou boa é a ser bonita”.

Então a mãe Dollanganger decide atirar-se para a misericórdia dos seus pais, um casal rico da Vírginia, com os quais ela não fala deste que fugiu para casar com o seu meio-tio vinte anos antes.

Digam olá à avó que mantém as quatro crianças trancadas numa espécie de ala no piso superior da casa, e insiste que o seu avô moribundo não pode saber da sua existência. As crianças têm de permanecer absolutamente invisíveis e não podem estar na companhia da sua mãe. Essa estará na parte principal da casa, a tentar ganhar o perdão do seu pai e à espera de ser readmitida no seu testamento. Ela assegura aos filhos que isto pode ser tudo feito em alguns dias.

Os dias transformam-se em anos, e as crianças vivem num estado de ansiedade, solidão e miséria pontuados pelas entregas diárias de comida pelas mãos da sua avó que não resiste a dar-lhes avisos (assustadores) sobre a luxúria.

Imaginem, se quiserem, que vocês que estão presos na ala esquecida da casa são uma vila japonesa pequenina e que, todas as manhãs, o Godzilla aparece e cospe fogo na vossa direcção. Era mais ou menos isto.

Eventualmente, a Cathy e o Chris (os dois mais velhos) atingem a puberdade no sótão, e nessa altura aquilo que tinha sido uma fantasia Dickesiana de infâncias destruídas por adultos transforma-se em algo que roça o insano.

Flowers – tanto o filme como o livro – é absurdo mas de certa forma psicologicamente coerente. E se querem um vislumbre da absurdidade vou-vos contar o seguinte: um dos segredos mais sombrios da narrativa envolve um donut.

Este filme tem temas pesados – como o incesto – no entanto são tratados de forma delicada neste filme e dá-nos backstory suficiente para entendermos o porquê de tudo.

Este filme é do tipo terror alternativo: ele não nos deixa com medo mas deixa-nos agoniados, revoltados e claustrofóbicos do início até ao fim, com vontade de estar no lugar das crianças e de dar uma lição na mãe e na avó deles. Durante o desenrolar do filme vamos torcer para que eles consigam sair de lá e vamos ficar sentados na ponta do sofá de tão ansiosos que ficamos devido a algumas situações em que eles se metem.

O filme é incrível. Se gostam de um filme que nos faz pensar, nos arrepia e nos surpreende este filme é para vocês.

Sendo peculiarmente original, o Flowers In The Attic, mostra a fragilidade da natureza humana e a maneira como ela pode ser alterada de acordo com os termos que nos são impostos. Também mostra o quanto uma pessoa pode mudar por coisas ocorridas no passado e o quão ganancioso um ser humano pode ser, nem que para isso tenha de utilizar formas revoltantes para conseguir o que quer.

O Flowers é um filme revoltante, inovador e, principalmente, curioso pois ficamos durante toda o filme a desejar infinitos cenários.

Classificação infinito mais um: 7/10
Classificação IMDB: 6,0/10





 
Podem encontrar-me também aqui:

8 comentários:

  1. eu apanhei esse filme numa madrugada a dar na tv e acabei por ficar a vê-lo. gostei imenso na verdade!

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  2. A minha mãe estava a ver este filme no outro dia, ainda vi metade. Os dois irmãos, awkward! O filme inteiro era estranho, mas prendia-nos.

    Beijinho,
    Rute Azevedo ♡ (Red Lipstick & Skinny Jeans)

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  3. Já vi esse filme há uns bons meses e ia escrever sobre ele mas a Fox life repetiu-o TANTAS vezes que até fiquei enjoada do filme e nem me apeteceu! x)

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  4. Se gostaste deste não deixes de ver a sua sequela "Petals in the wind", que estreeou mundialmente em Maio :)
    Mas, sem querer ser desmancha-prazeres, não é tão bom como o primeiro... Demasiado twisted para o meu gosto :/

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  5. Por acaso também o apanhei, logo no inicio. Tive uma vontade imensa de continuar a ver mas ao mesmo tempo de desligar a televisão ja de tantos nervos que aquelas 2 mulheres me davam. Mas acabei por gostar do final. :)

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  6. Já vi este filme, várias vezes por acaso (a Fox Life só peca por repetir abusivamente as coisas),e de facto gostei muito, mesmo tratando de temáticas mais sensíveis.

    http://www.thepaperandink.net/

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  7. Quero ver!! E precisas de ver Petals on the Wind :)

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