MOVIES | Kill Your Darlings

03 junho 2014

Devagarinho lá vou riscando os filmes que tenho na minha watchlist de Verão. O escolhido de há uns tempos atrás foi o Kill Your Darlings que me conquistou pelo trailer. E agora está na altura de fazer a minha crítica!

Sinopse: 1944. Allen Ginsberg sai da casa dos pais rumo à universidade, enquanto lida com o sentimento de culpa por ter deixado a sua mãe. O seu sonho é tornar-se um escritor, mas rapidamente sente-se incomodado pelo modelo “certinho” de poesia que o curso ensina.
Não demora muito para que ele conheça Lucien Carr, um jovem provocador que apresenta Allen ao mundo da contracultura. Logo nasce uma grande amizade entre os dois, que se torna algo mais quando Allen passa a sentir atração por Lucien.
{via}



Este filme de hora e quarenta de duração, transformou-se num festival de quase três horas quando a meio, e por não me ter conseguido agarrar, me aborreci, carreguei em pausa e fui fazer outras coisas. Mas vamos ao que interessa.

O Daniel Radcliffe regressa com outro par de óculos redondos nerdy para interpretar Allen Ginsberg neste filme sincero que retrata como o poeta gay encontrou a sua voz numa faculdade de Nova Iorque nos anos 40. A performance de Radcliffe foi uma das coisas que mais gostei neste filme e que me fez – sinceramente – vê-lo até ao fim (mesmo depois da pausa).

Este filme é, de certo modo, uma história de amor. Ginsberg apaixona-se pelo colega Lucien Carr, um rapaz cheio de carisma. Lucien tem o temperamento de um génio mas não as capacidades de um. É um bon vivant e aproveita todos os minutos para provocar Ginsberg sobre o seu talento enquanto o apresenta à marijuana (e outras drogas) e a outros autores – Jack Kerouac e William Burroughs. E só porque isto assim seria muito aborrecido também há um assassinato pelo meio envolvendo o stalker do Lucien.

O filme tem um início promissor, mas perde o rumo pouco depois porque o realizador parece não conseguir decidir onde queria que o filme se focasse. Saltitamos entre a história de Lucien e do seu stalker, passando pela vida em casa de Allen, as suas ambições, os problemas românticos de Jack Kerouac, a fascinação de William Burroughs para se deitar em banheiras com uma pitada a mais de festas e discotecas. Há sequências e cenas bonitas e bem realizadas – uma em particular na biblioteca a meio do filme – mas no geral o filme parece perder-se, como se fosse um verso livre a precisar de alguma estrutura para o guiar.

É um filme meh: nem mau, nem bom. Nem carne, nem peixe. Ali no meio.

Classificação infinito mais um: 5/10
Classificação IMDB: 6,5/10





 
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7 comentários

  1. Oi meu anjo, gostei bastante da sua critica, e é uma pena que o filme nao seja tao bom como vc espera. Eu nao penso verlo, porque nao gosto muito do ator, Beijos

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  2. O Daniel Radcliffe de óculos lembra-me imenso o HP!
    Não conhecia o filme mas agora também não fiquei com muita vontade de ver :)

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  3. Jeez se uma cinéfila como tu não gosta até tenho medo de como será o filme...
    Sorrisos,
    Alexandra :)

    The Sweetest Life

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  4. esse actor para mim vai sempre ser o harry potter, está demasiado enraizada a imagem! pela tua crítica acho que não vale a pena ver, eu aborreço-me facilmente...

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  5. Como fã incondicional da saga Harry Potter ainda me é muito difícil ver o Daniel noutros registos. Ele fez um outro filme há uns dois ou três anos que eu achei uma seca, parei a meio e ainda nem o acabei. Acho que as pessoas que o convidam para estes novos papéis têm-no colocado em papéis muito meh e isso pode não ser muito bom.

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  6. R: Não é ilegal porque nós todos concordamos com as permissões das aplicações antes de as baixar. Nós compactuamos com tudo isso sem nos apercebermos :\

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  7. Eu acho o Radcliffe um bocado inexpressivo mas pronto. O filme podia, de facto, ser bem melhor. Tinha todo o potencial para tal. E o facto de contar uma história verídica ajuda à festa mas é como tu dizes, perdeu-se um bocado... Esperava um bocadinho melhor. Eu adoro os autores da beat generation no geral, principalmente o Burroughs mas o filme não lhes soube fazer justiça da melhor maneira, a meu ver.
    Tenho pena de já não se comercializar benzedrina nas farmácias ;)

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