MOVIES | The Edge of Love

20 março 2014

Continuando com as reviews aos filmes da maratona de Keira Knightley, trago-vos o segundo: The Edge of Love.

Sinopse: Promessas quebradas, paixão, traição, a sombra da guerra e a constante ameaça da morte. Muito longe do filme biográfico tradicional, a história explora o submundo boémio da Londres em tempo de guerra e as complexidades íntimas de dois jovens casais cujas vidas e amores se vêem perigosamente interligadas. Drama biográfico sobre Dylan Thomas, considerado um dos maiores poetas do século XX da língua inglesa. Apesar de ter morrido ainda jovem, aos 39 anos, deixou um legado poético que o tornou um dos maiores influenciadores de toda uma geração de escritores. O filme descreve sua vida, mas sobretudo a complexa relação de amor e ódio entre o poeta Dylan, sua esposa Caitlin, a amiga de infância Vera Phillips e o marido desta, William Killick.


Review: O filme passa-se em 1940 e começa com Vera Phillips, sentada sob os holofotes, com batom vermelho marcante a trabalhar como cantora para entreter os londrinos diante da guerra. Numa das noites de trabalho, ela reencontra o amigo de infância Dylan Thomas e é observada, sem saber, pelo oficial do exército William Killick - dois homens que vão definir seu futuro.

Até ao momento, e pela forma como a acção é encenada, a guerra é mais uma idealização do que uma realidade e aqueles bares subterrâneos improvisados de Londres parecem um Mundo paralelo.
Mas eis que temos William Killick, o homem que conheceu o terror da guerra de perto e todo o deslumbramento e encantamento inicial que The Edge of Love nos oferece dá lugar a um pesadelo - não só o pesadelo de William não conseguir apagar as imagens da batalha, mas também de não conseguir ultrapassar rancores e ciúmes.

É uma constante no filme o amor que Dylan sente por Vera, apesar de o negar. Ele sente ciúmes de William que veio roubar a sua Vera Bera, "the star in my sky" E disso enfraquece a relação que ele tem com a sua mulher, que a certa altura prefere a sua amizade com Vera do que a sua relação amorosa com o seu marido.
No entanto o amor que Dylan sente pelas duas, mas especialmente por Vera, fará com ele faça algumas coisas de natureza moral dúbia.

O filme é bonito e sensível todo pautado pelos poemas de Dylan Thomas que ligam de forma incrível com o que as personagens estão a passar e com o que o poeta está a sentir e o que ele quer transmitir - isto tudo em voice-over.
(Um dos meus poetas favoritos de sempre, logo eu que sou uma esquisitinha com poesias e poetas).

O filme pode ser visto de várias formas: como um drama sobre o amor rachado pela história, como uma crónica sobre a Segunda Guerra contada sobre a perspectiva dos incautos.
O que é certo é que ele deixa uma ideia melancólica: em tempos de guerra, nem mesmo os poetas se podem dar ao luxo de devaneios.

Classificação infinito mais um: 6/10
Classificação IMDB: 6,3/10




 
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1 comentário

  1. Cillian Murphy, 1940s, Dylan Thomas, welsh accent, mulheres lindíssimas, figurinos de morrer... Este filme ficou-me por tudo isto.

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