BOOK REVIEW | Thirteen Reasons Why

09 fevereiro 2014



ISBN: 9781595141712
TÍTULO: Thirteen Reasons Why
AUTOR: Jay Asher
EDITORA: SLEUTH RAZORBILL
EDIÇÃO/REIMPRESSÃO: 2007
PÁGINAS: 288
LIVRO ÚNICO OU SÉRIE/TRILOGIA: Livro único
FORMATO DO LIVRO: Kindle

No one knows for certain how much impact they have on the lives of other people. Oftentimes, we have no clue. Yet we push it just the same.”
― Jay Asher, Thirteen Reasons Why

Quanto tentei estruturar as minhas opiniões para escrever a review deste livro, descobri que era complicado escrever qualquer coisa sobre ele porque apesar de ter gostado não o adorei. Não é um livro mau, mas também não me faz andar a recomendá-lo a toda a gente que conheço o que me fez ficar em conflito com a classificação que lhe dei visto que é um daqueles livros que ficará comigo por uns tempos, que me fez pensar bastante mas que tem algumas falhas que para mim fizeram com que a história ficasse a perder.

O livro tem um conceito original e fantástico, tem - vejam a sinopse AQUI para entenderem. Temos uma narração simultânea: podemos ouvir os pensamentos de Hannah através das cassetes e misturado com isso vemos como o Clay reage ao que ela diz. E apesar disso tudo esperei que a história me fizesse incrivelmente triste e que me tocasse porque, afinal de contas, é uma história sobre oportunidades perdidas, sobre uma vida que acaba demasiado cedo, sobre culpa e luto. Mas isso não aconteceu. E, apesar de tudo e de não me ter ligado emocionalmente à história não consegui parar de ler porque tinha simplesmente de saber o que levou a Hannah ao precipício. Queria saber a história dela, para ter uma ideia do que a fez sentir tão deprimida e sozinha.

Li em algumas reviews que diversas pessoas acharam que os motivos que a levaram ao suicídio eram superficiais. Eu não concordo. Eram as razões dela e de mais ninguém. Às vezes as pequenas coisas acumulam e quanto uma pessoa sofre de depressão, como a Hannah claramente sofria, até o dia-a-dia pode ser demasiado para se aguentar. No entanto achei complicado de compreender o porquê da Hannah ter-se dado ao trabalho de gravar as cassetes e de garantir que toda a gente as recebia e as ouvia. Pareceu-me mais uma vingança do que uma maneira de explicar o porquê e de permitir descanso e o encerramento desse capítulo.

Este livro mostrou-me que mesmo as pequenas coisas que fazemos (ou não fazemos) podem ter um grande impacto na vida de alguém. Estou agradada que o autor não tenha retratado a Hannah como uma vítima. Ela também tinha os seus defeitos, tomou algumas decisões erradas e – no fim – desistiu.

Em suma: é um livro com uma temática forte que apesar de tudo não foi a fundo o suficiente e a história não me tocou como pensei que o fizesse. Se estiverem curiosos leiam este livro porque afinal de contas esta é só a minha humilde opinião. Não perdem nada em lê-lo, antes pelo contrário.

Este livro tem versão em português e se estiverem curiosos podem encontrá-la AQUI.

Classificação infinito mais um: 3/5





 
Podem encontrar-me também aqui:

4 comentários

  1. Sim, o objetivo era mesmo ser uma espécie de vingaça e não deixá-los em paz. Eu li esse livro no meu 10º ano e tocou-me mais do que tocaria agora, acho eu, talvez porque é um livro para jovens... Quando se é mais novo identifica-se mais com ele :)

    ResponderEliminar
  2. r: E é mesmo! Acho macabro... Mas acaba por ser o que dá conteúdo ao livro

    ResponderEliminar
  3. Li este livro no 8ºano e apresentei-o à minha turma em português. Também não me senti tocada por ele, mas achei a ideia interessante e o conteúdo único.

    ResponderEliminar
  4. r: Sim, essa parte do rapaz foi mesmo a pior... Tive mesmo pena dele.

    ResponderEliminar

Design, coding and theme by Ana Garcês.
Copyright © 2011-2017